O melhor cuidado: Hidratação e Dieta Adstringente.

Nas épocas de mais calor, especialmente no verão, há um aumento do risco de contrair intoxicações alimentares, como a gastroenterite.

As principais causas destes transtornos são:

– Dificuldade de conservar corretamente os alimentos. Com o calor os germes proliferam mais rápido e em maior quantidade estragando os alimentos em pouco tempo. Os alimentos podem ficar contaminados ao longo de todo o processo de manipulação, desde a sua recolha ou tratamento, até ao momento do consumo. Por isso, é importante lava-los e limpa-los bem antes de serem consumidos.

– Falta de higiene. As alterações de hábitos que acontecem nas férias, fazem com que não se mantenha uma limpeza correta o que nos expõe à sujidade mais frequentemente do que é habitual.

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– A contaminação da água por algumas bactérias (por exemplo a Salmonela ou E. Coli). Também acontece em praias e piscinas.

As intoxicações alimentares afetam-nos a todos mas as crianças são mais vulneráveis já que o seu sistema imunológico ainda não está completamente desenvolvido. Para além disso, os sintomas de uma intoxicação são muito desagradáveis e acentuam-se nos mais pequenos.

Quais são os sintomas de uma intoxicação alimentar?

Dependendo do tipo de bactéria que causa a intoxicação os primeiros sintomas podem aparecer entre meia hora a dois dias depois de ingerir o alimento contaminado. As consequências de uma intoxicação são:

– Fezes moles ou líquidas frequentes e em abundancia que podem ser acompanhadas de mucosidade ou inclusivamente de sangue.

– Náuseas e vómitos. Pode ser o primeiro sintoma a aparecer, inclusivamente antes da diarreia.

– Dor de estômago em forma de cólicas.

– Febre e mal-estar geral. Normalmente a criança encontra-se com debilidade muscular.

– O maior risco da intoxicação alimentar em crianças é a desidratação por perda de líquidos e minerais devido a vômitos e diarreia.

Apesar da intoxicação, podemos detetar se a criança está bem hidratada, se tem boa mobilidade, produz lágrimas ao chorar, se tem a língua e a boca húmida e se urina regularmente. Por outro lado, se a criança está demasiado prostrada, não urina á muito tempo e tem os lábios e a boca seca provavelmente está desidratada e deverá ir com urgência ao pediatra.

Neste aspeto há que ter uma atenção especial com os bebés, pois podem desidratar-se em poucas horas.

O que podemos fazer perante uma intoxicação alimentar?

Normalmente os sintomas de uma intoxicação alimentar costumam durar entre 1 e 7 dias e costumam curar-se de forma espontânea sem necessidade de tomar medicamentos. Mas para favorecer uma boa e rápida recuperação podemos pôr em prática o seguinte:

– Oferecer à criança líquidos para repor as perdas ocasionadas pela diarreia. Não se deve obrigar a criança a beber em excesso, simplesmente que os tenha à mão ou oferecê-los de forma recorrente para que possa beber se quiser.

– Se a diarreia é abundante é conveniente que bebam soluções de reidratação oral que podemos comprar nas farmácias. Isto faz com que absorva melhor os sais minerais necessários. Não deve obrigá-las a beber pois se não tiverem sede provavelmente não há perigo de desidratação.

– Se também têm vómitos deve dar-se líquidos em pequenas quantidades para nos assegurarmos que os tolera bem e que se mantêm no organismo.

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– Manter durante os primeiros dias uma dieta adstringente (arroz, batata, cenoura, banana) que ajuda a diminuir as fezes. No entanto esta dieta não deve manter-se durante mais de 3 dias para que a criança não deixe de receber outros nutrientes necessários.

Não são recomendadas as bebidas isotónicas tipo Aquarius®. Estão desenvolvidas para repor a perda de sais minerais através do suor que são diferentes das que se perdem pelo intestino (diarreia) pelo que a sua composição não é a mais adequada para estes casos.

– Evitar bebidas e alimentos açucarados.

– Também costumam ser uma grande ajuda os preparados probióticos, pois ajudam a recuperar a flora intestinal.

Para os bebés, recomenda-se que continuem com o aleitamento materno ou o leite de fórmula da mesma maneira como sempre foi feito até então. Entre as tomas pode-se oferecer um soro de reidratação.

Como indicámos anteriormente, as intoxicações alimentares são transtornos benignos que costumam curar-se por eles mesmos sem causar mais complicações. No entanto, para as crianças e sobretudo para os bebés, é aconselhável ir ao pediatra para que mais corretamente diagnostique esta patologia e para que fiquemos mais tranquilos.

Assim sendo, com estes conselhos que aqui deixamos, em poucos dias o vosso pequeno estará tão bem como é costume.

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